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Os primeiros desbravadores
que chegaram em mantena por volta do ano de 1926 , o Sr.
Laurindo Custódio Pinto casado com Laudelina Venâncio,
acompanhado de familiares: Raimundo Laurindo ( filho ) acompanhado
da esposa, José de Oliveira ( genro- casado com Judith
Maria - vó dita) e José Laurindo ( filho)
acompanhado de esposa . Eles moravam em Santo Antonio de
Manhuaçú quando ouviram uma notícia
do Governo dizendo que teriam licença para entrar
no Norte ( espírito santo) e ocuparem terra. Eles
chegaram a mantena entrando por Cachoeirinha do Itaúnas.
Uma mata muito fechada dificultava a entrada dos exploradores,
mas insistentes eles faziam "picadas" no meio
da mata e foram entrando até chegar em terra boa
para fincar morada. O terreno que encontraram logo na chegada
foi desmatado e demarcado. Da avenida Getúlio Vargas
( próximo à Igreja Batista ) até o
Emiliano passando pela Rua Olegário Maciel a família
demarcou e tomou posse. Foi o Sr. Laurindo quem doou terreno
( sítio ) para o Sr.Emiliano e o Sr.Candido Ilhéus
assim que chegaram à Mantena. Os terrenos eram empossados
assim que o proprietário erguesse seu barraco no
lote desmatado, o registro só foi feito posteriormente
quando o município foi emancipado. "Tudo em
Mantena era MATA PURA " segundo Sra. Judith Maria (
vó dita) filha do Sr. Laurindo Custódio Pinto
( desbravador ). As primeiras barracas para dormir eram
barracas de folha e taquara. Na região existiam muitos
animais selvagens como: Antas, veados, macacos e muita quechada
( espécie de porco grande ). Todos tinham muito medo
das onças e para se prevenir um sempre revesava vigiando
o acampamento enquanto a família dormia, todos sempre
andavam armados. Os homens desbravadores foram os que chegavam
na frente abrindo as picadas, depois as famílias
vinham atrás e se estabeleciam. A água usada
para beber era retirada no Ribeirão São Francisco
( o que corta a cidade ). O transporte que existia era o
"lombo"dos animais, as tropas percorriam longas
distâncias para buscar mantimento ou para levar um
doente. Como em mantena não havia médico uma
certa vez a filha mais velha da Sra. Judith passando muito
mau teria que ser levada até barra de são
francisco (onde existia um farmacêutico ), na viagem
atravessando matas fechadas e debaixo de chuva encontraram
pelo caminho ( próximo ao matadouro municipal ) um
jequitibá derrubado por raios, a árvore era
tão grossa que não conseguiram atravessá-la,
tiveram que fazer outra picada no meio da mata para poder
seguir viagem.
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